No post anterior, comentamos que o mundo não é feito de verdades, mas de falsidades, ou seja, conceitos que achamos ser a realidade. Mas o que vem a ser a realidade?! A realidade é o externo a mim. É o não-eu, mas não o não-ser, pois a realidade é, antes de mim. Ao morrer a realidade morre para mim, mas não para os outros, portanto ela é mais do que consigo apreender. Segundo Marx, é síntese de multiplas determinações, é o concreto sensivel. É o intercalar de vários fenômenos, objetos, pessoas, relacionamento entre os três.
Como podemos observar, a realidade é algo complexo que é apreendido pelos nossos sentidos, mas não só por eles, mas também por nossos conceitos. A realidade é a Verdade, dessa vez com V maiusculo.
Enquanto a Verdade pode ser identificada com a realidade, nossos conceitos não o podem. Assim, possuímos apenas parcelas da Verdade. Constitui esse fato a idéia então de que existe sim verdades, uma para cada um de nós, mas também que a Verdade existe. Nossas idéias são, então um aglomerado de verdades e falsidades (ilusões, mentiras e erros). Essas variações de certezas, ou incertezas, é que formam nossa mente.
Para que se entenda melhor o que estou chamando de variação de certezas, vamos imaginar uma pessoa com 1.57 m de altura. Ela é alta ou baixa para você?! Este seu conceito corresponde à Verdade, ou seja, à realidade sobre esta pessoa?! E uma outra com 2.00 m é alta ou baixa?! Essa é mais fácil de determinar...rsrs E agora para complicar, uma outra com 1.65 é alta ou baixa?!
Segundo Farias Brito, a pessoa deve agir "de maneira a não se afastar da verdade; agir de maneira ao que pensa ser a verdade, isto é, em conformidade com tuas íntimas convicções."
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